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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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Hoje é dia de luto para todos os amantes de literatura.
Esqueçamo-nos das nossas preferências políticas ou até mesmo do nosso gosto pessoal de literatura, pois hoje morreu um grande escritor.

Tenho lido muita coisa e ainda tenho muito para ler. Tenho lido muita coisa que cai em saco roto e tenho lido grandes obras que são verdadeiros instrumentos para um enriquecimento pessoal. O Anibaleitor está englobado no último grupo e após a sua leitura passou a constar na lista dos meus livros preferidos.
Deixo-vos com uma passagem da obra que servirá de aperitivo àqueles que estejam interessados em adquirir o livro:
"Um leitor deve apagar-se perante o livro que está a ler, perguntas tu? Eu não serei tão radical. Por que motivo irira eu deixar de ser eu só por estar a ouvir outro a discorrer? E como poderia eu deixar de ser eu, mesmo que quisesse? Acaso já inventaram a cirurgia plástica para o espírito? (...) É no entanto verdade que o leitor tem de saber tentar falar a língua do livro. Falar a língua do livro e abandonar-se à sua melodia, deixae-se ir na corrente, em vez de desperdiçar forças remando contra a maré. Não digo que nos tenhamos de submeter, apenas que devemos estar disponíveis. O livro, ao ser escrito, já deu um grande passo na nossa direcção: é uma dádiva. Cabe-nos agora a nós retribuir a gentileza e dar um passo em direcção ao livro."

Sinopse: George Davis jamais pensou que no dia em que tivesse um filho fosse incapaz de lhe pegar ou sequer de se aproximar dele, como lhe veio a acontecer. Pressionado pela deteriorização do seu casamento, George decide consultar uma psiquiatra, onde pouco a pouco vai revelando episódios traumáticos da sua infância, relacionados com a morte misteriosa do pai. George lembra-se de em criança ser visitado por uma estranha aparição, um rapaz que lhe conta factos muito perturbantes acerca do seu pai. À medida que estas apaições se intensificam e as suas consequências se tornam mais dramáticas, não há ninguém com quem George possa contar, pois ninguém acredita que seja responsável pelas coisas más que começam a acontecer. Mas este rapaz existirá mesmo ou será tudo produto de uma imaginação transtornada?
Apesar deste resumo ser excelente e ter feito com que eu comprasse a obra, a verdade é que O rapaz que falava com o diabo não me cativou assim tanto. Não é um mau livro, mas não me preencheu e foi muito moroso lê-lo.
Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Levei-o para a Tunísia porque já sabia que o tempo iria ser preenchido pela leitura; deixei-o no quarto porque afinal o tédio era de tal forma que não conseguia concentrar-me na história.
Isabel Allende não necessita de apresentações e a sua literatura muito menos. Desde a minha leitura de Paula que se tornou a minha escritora de eleição, se bem que agora julgo que a temática da sua obra já se torna um pouco repetitiva. São os sinais do tempo e do nosso crescimento.
A Ilha debaixo do mar, o último romance da escritora chilena, apresenta-nos uma protagonista que Allende já nos habituou a encontrar nas suas obras: uma mulher forte e envolta em misticismo.
É através da voz de Zarité, uma escrava, que somos levados à ilha Hispaniola do século XVIII, ilha que hoje partilha o Haiti e a República Dominicana, e onde iremos viver todas as peripécias da sua vida, passo-a-passo, com todas as revoluções ali existentes no decorrer dos anos; os maus tratos nas plantações de cana-de-açúcar; até ao seu caminho para a liberdade.
Já fazia algum tempo que não lia um livro que me deixasse tão presa como Uma Desordem Americana. Numa palavra: espectacular!
Finalista do National Book Award, em 2006, Uma Desordem Americana, (A Disorder Peculiar to the Country) de Ken Kalfus, narra a vida de um casal nova-iorquino, o seu processo de divórcio acontecendo paralelamente a um dos maiores acontecimentos da década que agora está a acabar.
Sinopse: No dia 11 de Setembro de 2001, Joyce pensa que o marido está no seu escritório, nas Torres Gémeas, quando elas caem; por sua vez, ele acha que a mulher está a bordo do voo 93 que se despenhou na Pensilvânia. Ambos vão sofrer uma grande desilusão quando se encontram frente a frente no apartamento que são obrigados a partilhar enquanto o processo de divórcio decorre. Pior, a perspectiva de uma solução rápida para a separação complica-se devido ao clima de medo que se apodera dos americanos. Entre ameaças de ataques biológicos, bombistas suicidas e guerras no Médio Oriente, Nova Iorque é uma cidade em estado de choque, onde, por sua vez, Joyce e Marshall travam uma batalha doméstica repleta do mesmo sentimento de perda e devastação.
"(...) o 11 de Setembro era o momento primordial a partir do qual a História começava, o Big Bang, o Génesis 1:1."
in, Uma Desordem Americana, Ken Kalfus, pp.148
Já chegou às livrarias portuguesas o último romance de Isabel Allende, A ilha debaixo do mar. Como é de esperar de uma grande escritora como Isabel Allende, a obra será, sem dúvida, fascinante.

A única imagem que encontrei foi da edição espanhola. Felizmente, a edição portuguesa manteve a capa que, na minha opinião, é lindíssima.
Boas leituras.
Meus caros,
Agora que a malta já recebeu o subsídio de Natal e já andamos todos malucos com as compras/ofertas, deixo-vos uma dica: UM LIVRO!!!!
Este espaço é, como sabem, para falar basicamente das minhas leituras e, de certa forma, para promover a tão boa literatura açoreana que, infelizmente, não tem grande voz (ou melhor, é muda) aqui no continente.
O Hélder Medeiros lançou um livro.
E quem é o Hélder Medeiros, perguntam vocês?
O Hélder Medeiros é um "rapazim" de São Miguel com sentido de humor enorme (vão a www.tunalhos.blogspot.com para comprovarem), inteligente (não tivesse ele estudado na Escola Secundária das Laranjeiras e tirado o curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Univerdidade dos Açores - tal como "je"), bom rapaz (são as palavras da mãe) e já com provas dadas na área das letras, através da Revista Neo.
Deixo-vos com alguns vídeos para tirarem as vossas conclusões e façam o favor de ler Literatura Açoreana.
Mais informações sobre o livro e como podem comprá-lo vão a www.helfimed.blogspot.com (o site do autor)
Sinopse: Washington, D.C.: Robert Langdon, simbolista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros, Robert Langdon reconhece-o: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.
Quando Peter Solomom, eminente maçon e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.
Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconsebível.
Apesar de já me cansar de ler obras deste género, foi pela curiosidade e por já ter lido todas as obras de Dan Brown que me determinei em ler o seu último romance. Bem concebido, com muita investigação, O Símbolo Perdido terminou num trabalho muito bem feito; sem polémicas que já fizeram Dan Brown vender milhares de livros, mas sábio.
Por vezes procuramos segredos nos lugares mais obscuros, esquecendo-nos que o maior dos segredos está e sempre esteve diante de nós, camuflado, à espera que tivessemos a sapiência necessária para desvendá-lo.
Antídoto, de José Luís Peixoto, é uma novela de contos inspirada no universo musical do disco The Antidote dos Moonspell.
Gosto muito da literatura de José Luís Peixoto, um jovem escritor que já deixou de ser a revelação da literatura portuguesa contemporânea e passou a fazer parte dos grandes nomes da nossa literatura.
Deixo-vos com uma passagem da obra, uma das minhas preferidas:
"Somos o medo. Conhecemos tantas histórias. Todos os amantes que olham pela janela e imaginam que se perderam para sempre. Todos os homens que, num quarto de hospital, abraçam os filhos. Todos os afogados que, pela última vez, levantam a cabeça fora de água. Todos os homens que escondem segredos. E tu? Escondes algum segredo? Não precisas de responder. Conhecemos a tua história. Vimos-te mesmo quando não nos vias. Vemos-te agora. Escondes algum segredo? Responde quando te olhares ao espelho. O teu rosto duplicado: o teu rosto e o teu rosto. Quando vires os teus olhos a verem-te, quando não souberes se tu és ou se o teu reflexo no espelho és tu, quando não conseguires distinguir-te de ti, olha para o fundo dessa pessoas que és e imagina o que aconteceria se todos soubessem aquilo que só tu sabes sobre ti. Nesse momento, estaremos contigo. Envolver-te-emos e estarás sozinho."
in, Antídoto, pp.9
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
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